8 de jul. de 2014

Post do Facebook de 26/06/2014

Boa noite meus amigos

Hoje saiu o resultado do meu exame (ainda extra oficial). A leucemia que tenho dessa vez é diferente da que tive da outra. Dessa vez estou com uma leucemia linfóide aguda do tipo T. O tratamento para esse tipo de leucemia é mais chato que o que fiz da outra vez: Enquanto da outra vez foram 4 ciclos de quimioterapia (cada um com um mês de internação), nesse serão 8 ciclos (também de um mês de internação). Enquanto no outro tratamento eu tinha umas "férias" de um mês entre um ciclo e outro, dessa fez será apenas um "feriadão" de uma semana. A cada ciclo será necessária uma punção na coluna para que a leucemia não ataque o sistema nervoso central (etapa desnecessária no outro tratamento). Ao final dos oito ciclos terei ainda um ano e meio de manutenção, que basicamente é uma quimioterapia trimestral mais fraca que faço em uma clínica e volto para casa, sem necessidade de internação.
Resumindo, a batalha dessa vez será mais árdua e mais longa. Mas não tem problema, estou mais preparado e confiante.
Outra coisa, como da outra vez, precisarei de muitas doações de sangue. Também sou forte candidato a um transplante de medula, precisando apenas de um doador compatível. Em breve passarei instruções para aqueles que puderem doar sangue e/ou medula.
Mais uma vez obrigado a todos pelo carinho nos e-mails, telefonemas, whatsapp e imensa participação e apoio pelo Face. Um obrigado especial aos meus visitantes de hoje, Anna Carolina Beltrão e meu afilhado Henrique com sua babá, a Neca, o Getúlio Lima Santana Moreira, meu primo e nossa grande amiga Angélica Silva. Sem falar, é claro nos acompanhantes do dia, o Fleming Lima e a Gislaine Lima.
Boa noite a todos, durmam com os anjos e alinhem sua fé à minha!

Post do Facebook de 25/06/2014

Prezados amigos
Primeiramente gostaria de agradecer a todas as manifestações de carinho e apoio que recebi desde ontem e também pela corrente de orações que se formou. Toda essa energia positiva só me fortalece para essa batalha.
Peço desculpas por não responder a cada um individualmente, mas tomei essa postura por estar fazendo vários exames e fica difícil ter tempo para responder a cada um como realmente merecem.
Hoje fiz uma punção na medula para avaliar exatamente o tipo de leucemia que me acometeu dessa vez, existe 50% de chance de ser uma reincidência da mesma doença de 2007, mas também existe a possibilidade de ser de outro tipo. O resultado deve sair até sexta feira e provavelmente começarei a quimioterapia na segunda. Enquanto não soubermos o tipo exato da doença não dá para definir um tratamento.
 Obrigado a todos e fiquem com Deus.

Post do Facebook de 24/06/2014

Em 2007 venci uma importante batalha contra a Leucemia. Quase sete anos depois, imaginava que essa guerra tinha acabado, mas eis que o inimigo se levanta e me convoca a uma nova batalha.
Dessa vez vou mais forte e com mais fé.
Peço a oração de todos os amigos para que eu tenha força para vencer mais essa batalha.

3 de nov. de 2011

O CÉTICO E O LÚCIDO ...


No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebês. O primeiro pergunta ao outro:
- Você acredita na vida após o nascimento?
- Certamente. Algo tem de haver após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.
- Bobagem, não há vida após o nascimento. Como verdadeiramente seria essa vida?
- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca.
- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Eu digo somente uma coisa: A vida após o nascimento está excluída – o cordão umbilical é muito curto.
- Na verdade, certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.
- Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas encerra a vida. E afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.
- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.
- Mamãe? Você acredita na mamãe? E onde ela supostamente está?
- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria.
- Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não existe nenhuma.
- Bem, mas às vezes quando estamos em silêncio, você pode ouvi-la cantando, ou sente, como ela afaga nosso mundo. Saiba, eu penso que só então a vida real nos espera e agora apenas estamos nos preparando para ela…

Não sei quem é o autor,
mas nota 10 para ele.

17 de ago. de 2010

Caixinha de chicletes

Pequenos objetos têm o poder de nos despertar fortes lembranças e nos remeter ao passado. Um desses objetos em minha vida é uma caixinha de chicletes, daquelas amarelinhas.
Foi no final de 1998 ... eu estava de férias e chegava a São Domingos do Prata vindo de Itabira onde visitara meu irmão. Estava cansado depois de uma viagem baldeando ônibus, com a fome avisando que já havia passado a hora do almoço e com saudades de minha esposa, que nessa época ainda morava no Prata.
Desci do ônibus na praça central e atravessava o pequeno centro comercial, naquela agitação calma de cidade pequena, quando escuto dois toques de buzina. Em cidades como o Prata a buzina tem uma função diferente das capitais. Raramente se buzina para pedir passagem, alertar do perigo ou mesmo para ofender o pedestre ou outro motorista. Em pequenas cidades a buzina tem a função de cumprimento, normalmente quer dizer um “olá, como vai!”.
A buzina era destinada a mim e, ao volante de sua Brasília verde desbotada, estava minha mãe. Ela estava com aquele rosto sorridente, olhos apertados, debruçada sobre o bando do carona. Lembro-me de seu rosto neste momento como se estivesse olhando uma fotografia: sem maquiagem, cabelos amarrados para trás, uma blusa clara. Fui até ela e, com o carro parado no meio da rua, dei-lhe um beijo pela janela.
- Ei nêgo!
Nêgo ou nêga era uma das formas mais carinhosas que ela tinha de se dirigir a uma pessoa.
Ela estava indo fazer compras e me chamou para acompanhá-la. Este nunca foi um dos meus programas favoritos, estava cansado e com fome, mas fui assim mesmo.
Gastamos pouco mais de uma hora para fazer as compras e depois ela me deixou na casa da minha sogra. No momento em que descia do carro e puxava minha mochila para fora, ela me pediu para que pegasse um chicletes para ela.
Nesta época o meu cunhado tinha um bar por baixo da casa da minha sogra. Corri até o balcão, enchi a mão com aqueles chicletes da caixinha amarela mal cumprimentando meu cunhado e voltei correndo ao carro enquanto ela terminava de manobrar para voltar por onde tínhamos vindo.
Lembro-me claramente da mão dela saindo pela janela, palma voltada para cima, eu posicionando minha mão sobre a dela e abrindo devagar, enquanto as caixinhas caíam na mão dela. Não me lembro do rosto dela neste momento, nem mesmo me lembro se lhe dei um beijo antes que ela arrancasse o carro. Mas me lembro que meus dedos roçaram a mão dela e senti a mão dela quente.
Cada vez que vejo uma caixinha amarela de chicletes eu me lembro deste segundo porque esta foi a última vez que toquei minha mãe. Eu nem me lembro se a beijei na despedida, mas aquele toque me é inesquecível. Na manhã seguinte chegam me avisando que ela estava passando mal e havia ido para o hospital. Na verdade ela não chegou viva ao hospital.
Cada vez que vejo uma caixinha amarela de chicletes eu me lembro que talvez aquele momento seja a minha última chance de fazer algo muito importante, como dizer a alguém que eu o amo!

31 de jul. de 2010

Porto Alegre


A uma semana eu cheguei a Porto Alegre para fazer um curso de especialização no Zabbix, um software de monitoramento de redes. Obviamente eu aproveitei para fazer turismo e conhecer a cidade. Vim no sábado passado e devo voltar a BH amanhã, domingo. Aproveitei o quanto pude o curso (que foi ministrado em inglês, que eu não domino) e o turismo. Infelizmente não dei sorte como tempo, pois nos dois dias que tive livre para conhecer a cidade (domingo passado e hoje, sábado) choveu e os dias em que estava fazendo o curso, segunda a sexta, foi de muito sol e dias maravilhosos (apesar de muito frios).

Gostei muito da cidade, por um lado ela me lembrou muito Belo Horizonte. Trata-se de uma capital que tem tudo que uma grande cidade pode oferecer a seus cidadãos (de bom e de ruim), mas também tem tudo que uma cidade não tão grande pode oferecer. Grande parte do meu tour pela cidade foi feita a pé, sem dúvida a melhor maneira de conhecer uma cidade. Gosto de caminhar e caminhando temos mais tempo de apreciar as belezas e peculiaridades dos lugares onde passamos.

A arquitetura de Porto Alegre guarda suas pérolas, como podem ver nas fotos no meu álbum (link à esquerda). Encontrei belíssimas edificações! Dentre as que mais me impressionaram estão a Catedral Metropolitana, o Centro Cultural Mário Quintana (antigo Majestic Hotel), o Santander Cultural e a Fundação Iberê Camargo. Enquanto os primeiros são edificações clássicas do final do século XIX e início do século XX, a última é uma edificação contemporânea que impressiona pelas suas formas e interação com as pessoas. É um daqueles lugares que chama tanta atenção quanto as próprias obras de arte expostas. Fiquei completamente envolvido com sua arquitetura ousada.

Resumindo, Porto Alegre superou minhas expectativas, achei uma cidade gostosa, com um povo hospitaleiro (apesar de tão ressabiados quanto nós mineiros) e me senti muito a vontade caminhando pela cidade. Vale a pena conhecer.

1 de mar. de 2010

A imagem de Deus

Nessas duas últimas semanas eu li um livro muito interessante: No livro um homem cheio de remorsos, amargura e carregando no coração uma grande perda, recebe um convite de Deus para passarem um final de semana juntos em uma Cabana. O livro é “A Cabana” de Willian P. Young, um livro profundo, que aborda vários temas interessantíssimos e que demandariam vários artigos como esse. Mas gostaria de me concentrar hoje em um tema que achei particularmente interessante. Como Deus se apresentaria a nós se pudéssemos passar um final de semana com ele?

Não vou adiantar como Deus se apresentou no livro (se quiserem leiam, irão adorar), mas tente imaginar como ele poderia se apresentar a nós em um encontro.

Minha primeira imagem de Deus, ainda na infância, era de um homem idoso, saudável, altivo, sábio, branco, alto de barbas fartas... Era o Papai do Céu sentado em seu trono de nuvens e olhando por todos nós.

Em minha adolescência esse velho Senhor passou a ter momentos de ira, castigando e punindo os que não seguiam a sua lei, espalhando as pestes descritas na bíblia e mandando os maus para o inferno.

Já adulto, passei a vê-Lo como uma luz onipresente, um ponto de energia e sabedoria infinitas.

A verdade é que todas essas imagens que tive (e tenho) de Deus são estereótipos implantados por nossa cultura. A verdade é que não tenho a menor idéia de como seria Deus se eu pudesse olhá-Lo. O melhor de tudo é que descobri que não importa como ele seria visto ... o que realmente importa é como o sentimos e o expressamos.

Deus pode ser visto e sentido em todas as coisas, basta olharmos da maneira certa. Podemos vê-lo em belas coisas como o vôo dos pássaros, o céu azul, a imensidão do oceano, o pôr do sol, na música, no sorriso ... em cada pequena coisa do dia a dia.

É difícil enxergá-Lo em momentos de desespero, de agonia. Parece-nos que justamente nas horas em que mais precisamos Dele, Ele desaparece. Mas também podemos vê-Lo em momentos de dificuldade, quando tudo parece perdido e abre-se aquela fresta de luz ... uma saída.

A verdade é que Deus se apresenta de inúmeras formas, a cada segundo de nossa vida, mas insistimos em não olhá-Lo de frente, em não aceitarmos a sua presença.

Meus amigos, a verdade é que quando olho para trás, vejo que estive várias vezes frente a frente com Ele, vejo que Ele se manifestou das diversas e mais variadas formas. Ele se manifestou na mão de minha mãe que acariciava meu rosto, nas palavras sensatas de meu pai mostrando-me o valor do caráter e da ética, no diagnóstico perspicaz de um médico, na atenção do motorista que evitou que eu fosse atropelado, no sorriso e no olhar sincero de minha esposa, no abraço gostoso de meus irmãos.

Deus é presença constante em nossas vidas, não cabe em nossos conceitos e muito menos em nossos estereótipos. A capacidade de ver Deus consiste unicamente na capacidade de amar e expressar esse amor. Quando amamos de verdade, estamos olhando nos olhos de Deus!

2 de jan. de 2010

Séculos (sem) higiene


Muitas vezes ouvi dizer que o mundo moderno é muito pior que antes: mais violência, mais correria, mais stress, mais guerras.... Pois eu discordo veementemente!
Vejamos: primeiramente as guerras existiam desde a pré-história, ela não é exclusividade do mundo moderno, vem dizimando vidas, mudando a geografia política, minando recursos e produzindo novos ricos e novas nações desde que o mundo é mundo.
Quanto à violência, correria e stress, sou obrigado a concordar, vivemos num mundo atribulado, exigente e sem piedade, aqueles que não conseguem se adaptar ou se excluir dessa correria certamente irá sofrer graves consequências.
Porém, existem inúmeros outros aspectos que o mundo melhorou … e muito! Gostaria de focar um desses aspectos: A higiene e saneamento básico.
A pouco tempo li algo que fiquei horrorizado. Na época de ouro dos reinos europeus, entre os séculos XVI e XVIII, o saneamento básico era algo distante mesmo da nobreza. No famoso palácio de Versalhes, um decreto de 1715 estipulava que as fezes e outros dejetos seriam recolhidos dos corredores uma vez por semana. Tentem imaginar aqueles corredores cheios de fezes, urina, restos de comida e tudo mais que se possa imaginar. Não é a toa que a média de vida nessa época era inferior a 30 anos.
Este reveillon eu passei em Paraty. Para quem não sabe, Paraty é uma cidade no litoral sul do Rio de Janeiro. É uma cidade histórica, fundada em 1630, e com uma beleza natural esplêndida. Acontece que este final de ano choveu muito, mas muito mesmo, e o centro histórico da cidade alagou todo. Em conversa com os pessoal local, descobri que isso é normal na cidade. A cidade foi projetada em um nível muito baixo de forma que a maré alta entrasse pelas ruas da cidade e lavasse as fezes, lixo e todo tipo de dejetos que era jogado na rua. Ou seja, este era o supra-sumo no quesito limpeza urbana da época.
Nem precisamos ir tão longe, em minha infância, quando passava férias na casa de minha avó, não tínhamos água encanada e nem eletricidade. A água vinha de uma bica em um córrego ao lado da casa. Para satisfazermos nossas necessidades fisiológicas, recorriamos a uma “casinha” que ficava sobre um pequeno córrego. Dentro da casinha tinha um pequeno trono de madeira com o buraco no assento (como nossos vazos sanitários de hoje). Quando olhávamos pelo buraco do assento víamos o córrego passando embaixo, então bastava nos sentarmos, relaxar e deixar a natureza fazer seu trabalho. O que fizéssemos caía no córrego e era levado água abaixo.
Depois de visitar Paraty, ler este texto sobre o palácio de Versalhes e me lembrar dessa particularidade de minha infância, entro no banheiro da minha casa, dou descarga e fico imaginando para onde vai aquela merda toda.
Apesar de toda melhora, menos de 1% dos esgotos são tratados. Ou seja, quando puxo a descarga, a coisa não fica muito diferente daquela casinha da minha avó, mas com certeza é bem melhor que aquele palácio.
Vejam mais sobre a história da higiene no endereço http://veja.abril.com.br/121207/p_192.shtml

14 de dez. de 2009

Atalhos para a alma

O senso estético faz parte da formação humana desde a pré-história. O equilíbrio de cores das pinturas rupestres, o ritmo dos tambores, o som melodioso das primeiras flautas esculpidas em ossos ou as pinturas corporais e danças que identificavam as tribos, festas e manifestações religiosas foram as primeiras expressões do que hoje chamamos arte. Por mais requintada que seja, por mais técnica que exista na sua confecção ou apreciação, a arte só se justifica pelos mesmos motivos que se justificavam na arte pré-histórica: A arte é um atalho para a alma!

Há mais de um ano, nós do grupo Jurassic Prodes estávamos nos preparando na organização da Primeira Parada Prodes da Fazenda Recanto de Caná, que ocorreu nos dias 28 e 29 de novembro último. Durante este tempo, ponderamos como adaptar um encontro originalmente feito para adolescentes de forma a atingir um público muito mais diverso em idades, culturas e vivências. Ao contrário dos adolescentes que se vêm com a vida toda pela frente, cheios de planos e sonhos, nosso público dessa vez consistia de pessoas que chegaram ao fundo do poço e buscavam desesperadamente por uma saída. Como tocar essas pessoas? Como despertar nelas a vontade de viver? Como incentivá-las a encontrar forças para lutar?

Durante todo o mês de novembro eu e a Carlinha nos preparamos para o encontro montando a palestra Pessoa Humana Auto-Educada. Neste período, dentre tantas preocupações na preparação de uma palestra como essa, procurávamos encontrar uma forma de despertar o interesse e quebrar aquela resistência inicial tão comum em encontros como esse.

Logo no início do encontro, por iniciativa dos próprios internos, com um deles ao teclado e todos com a voz, entoaram a música “Entra na minha casa”. Neste momento percebi que minha preocupação em quebrar sua resistência inicial e abrirem o coração para receber a palavra que levávamos era infundada. Muito pelo contrário, foram eles, com aquela música, cantada tantas vezes durante o encontro, que nos fez render aos ensinamentos que eles passaram a nós.

A música era cantada por eles com tanto amor, tanta ênfase, tanta vontade, que era impossível não se sensibilizar e sentir toda aquela energia no ar. Cantavam a uma só voz, uma só alma, a música que era um hino para eles, uma tábua de salvação. A energia trocada ali era quase palpável, sentia-se no ar a angústia e a tristeza, mas também a esperança e a força para lutar.

Que outra forma de tocar a alma tão profundamente senão pela a arte? A arte no mais puro conceito, feita com o coração mas principalmente interpretada com a alma. Que outra forma existe de trocar energia de forma tão sublime, tão intensa? Só imagino mais uma: a oração! Mas o que aqueles internos faziam era orar cantando. Eles expressavam no canto suas orações mais íntimas, seus desejos, sua esperança e seus pedidos. E quantas vezes não usamos orações cantadas em nossos encontros?

A arte é um atalho para a alma, seja ela uma música, uma pintura, um poema... Naquele encontro eu fui tocado como em nenhum outro encontro. Aprendi numa dimensão muito maior do que ensinei. Vivi com os outros dirigentes, com o Padre Osvaldo, mas principalmente com os internos, momentos de sublime interação com Deus.

Ontem, dia de domingo, churrasco na casa do vizinho, por sobre o muro escutei pagodeiros bêbados e desafinados cantando. O dia inteiro exerci minha política de boa vizinhança aguentando aqueles desafinos e gritaria, mas eis que de repente começam a cantar “Entra na minha casa” e instantaneamente volto dois domingos e me vejo na Fazenda de Caná e já não escuto mais os bêbados desafinados, escuto os internos cantando com alma, com força e esperança em dias melhores. Novamente estava comungando com eles, voltam-me à memória rostos, palavras, abraços e vem a certeza de que aquele encontro será eterno em meu coração, um divisor de águas. De agora para sempre, aquela música é um atalho para minha alma, meu coração e meu espírito.

Sei que aquele encontro não foi especial somente para mim. Como todos os dirigentes daquele encontro que conversei se manifestaram de maneira parecida. Foi como reviver a minha primeira Parada Prodes, mas agora de maneira muito mais intensa, com muito mais condições de absorver e aprofundar-me em tudo que aconteceu naquele encontro. Ainda assim, aquela música, nos primeiros minutos do encontro, atingiu diretamente minha alma com uma velocidade e força imensas. Isso porque aquela música não foi simplesmente um atalho para minha alma, mas também um atalho para a alma daqueles que a cantavam com tanta emoção. Nossas almas estavam juntas … juntas na palavra do Senhor.

2 de dez. de 2009

Encontro na Fazenda de Caná

Há quase vinte anos, fui convidado para participar de um grupo de jovens chamado Prodes. Este grupo de jovens faz parte de uma grande família, a Família de Caná.
Em 2007 o integrantes de minha época deste grupo de jovens (ele existe até hoje, renovando-se ao longo do tempo) voltou a se reunir para tentar encontrar uma forma de retomarmos juntos o trabalho que começamos a vinte e tantos anos atrás e que cada um desenvolvia à sua maneira ou, como eu, andava relegando seus deveres de cristão na ajuda ao próximo. Nasceu assim o Jurassic Prodes.
Em 2008 organizamos um encontro entre o Prodes e o Jurassic Prodes e trocamos experiências com nossos herdeiros. Este encontro foi um ensaio e uma preparação para uma proposta nascida ainda em 2007: Desenvolver um trabalho junto à Fazenda de Caná, uma fazenda para recuperação de dependentes químicos, de forma sistemática e contínua, para que pudéssemos, juntos, realizar um trabalho social e espiritual.
Neste último final de semana, dias 28 e 29 de novembro, aconteceu o Primeiro Encontro para Dependentes Químicos organizado pelo Jurassic Prodes na Fazenda de Caná. A experiência que vivi neste final de semana foi simplesmente mágica! A oportunidade de trocar experiências com pessoas que têm uma luta tão grande fortaleceu muito a minha fé e minha vontade de trabalhar por um mundo melhor.
O convívio de pessoas que tiveram sua vida arruinada pelo vício, famílias desesperadas para encontrar uma saída e a força que todos eles têm na luta pela cura me estimulou a também buscar mais.
Esta semana eu estou avaliando e reavaliando tudo que aprendi no último final de semana, digerindo todas as informações, assimilando conhecimento, revivendo sentimentos.
Não sei descrever o quão intenso e gratificante foi essa experiência, mas sei que quero mais. Quero a oportunidade de ser ajudado no ato de ajudar. Quero minha fé fortalecida, quero me sentir mais próximo do Criador.
Nunca fui frequentador da igreja, mal sei rezar o Pai Nosso e a Ave Maria, mas este final de semana me fez sentir falta de algo mais. De reavaliar quem sou e a que vim.

20 de out. de 2009

12 Anos de Casamento

Neste final de semana eu e a Gislaine comemoramos 12 anos de casados.
Nestes 12 anos, essa menina-mulher me fez crescer e ser mais, cada vez mais.
É gratificante, depois de tanto tempo, ainda sermos enamorados, namorados, amantes, amigos e companheiros. Devo muito a essa mulher e, a cada dia, pago esta dívida e recebo em dobro, forjando uma relação deliciosa.
Princesa, te amo!

PS: Vejam mais fotos do nosso final de semana no meu álbum de fotos (link do lado esquerdo do blog).

17 de set. de 2009

Cientistas japoneses criam hologramas sensíveis ao toque


Cientistas japoneses desenvolveram uma tecnologia que torna os hologramas sensíveis ao toque. Os hologramas são imagens em 3D comumente usadas em DVDs, cartões de crédito e CDs como uma forma de ajudar a impedir a falsificação.

Usando ondas ultra-sônicas, os cientistas conseguiram criar um sistema que transmite a sensação de pressão quando um usuário "toca" em um holograma.

Por enquanto os cientistas japoneses testaram a tecnologia apenas com objetos simples mas também já planejam usos práticos para ela, como botões virtuais em um hospital ou em outros lugares onde pode ocorrer a contaminação por toque, por exemplo.

Fonte: Fórum Baboo

31 de ago. de 2009

Comemorando meu aniversário

Este ano eu e a Gislaine arrumamos um mode diferente de comemorar meu aniversário. Nós saímos para uma caça ao tesouro. Trata-se de uma brincadeira, o Geocaching, da qual eu já falei no post de 28 de janeiro deste ano.
O Geocaching funciona da seguinte maneira. Você cria um tesouro, na verdade um pote ou coisa parecida cheia de bugingangas (chaveiros, bolinhas de gude, canivetes, etc) e um livro de anotações, esconde este tesouro em algum lugar e publica as coordenadas na internet para que outras pessoas tentem encontrá-los. Maiores detalhes em www.geocaching.com.
Eu e a Gislaine saímos atrás de três tesouros destes hoje. O interessante é que esses tesouros normalmente são escondidos em lugares belíssimos, o que pudemos comprovar hoje.
Nossa busca foi na Serra da Moeda, um lugar muito bonito e bastante próximo de Belo Horizonte. Tivemos que caminhar bastante, pois nosso carro não é um 4x4 e as trilhas de hoje só são acessíveis através de veículos 4x4, moto ou a pé. Como não temos nem um 4x4 e nem uma moto de trilha, nos sobrou a canela.
Andamos cerca de 12km de trilha pesada (muito morro, pedras e quase uma escalada), mas valeu a pena, foi um dia esplêndido.
Vejam o resultado no meu Álbum de Fotos.

28 de mai. de 2009

O Domínio da Força da Gravidade


Em uma cidade do porte de Belo Horizonte, podemos sintonizar uma centena de emissoras em um aparelho de rádio. Só isso já basta para nos colocar a pensar: Você já parou para pensar quantas informações trafegam debaixo do seu nariz a todo momento? Diversas ondas de rádio atravessam seu corpo portando todo tipo de informação, são ondas de rádio (músicas e notícias), ondas de transmissão de TV, rádio comunicação (polícia, bombeiros, radioamadores, etc), ondas de satélite, computadores e diversos equipamentos com Wi-Fi e Bluetooth, ondas de telefonia celular e diversas outras que nem imaginamos. A Avenida Paulista provavelmente é o espaço eletromagnético mais congestionado do Brasil. Chutando, acho que se conseguíssemos capturar todas as informações que atravessam o corpo de uma pessoa em pé na Avenida Paulista, poderíamos encher um HD de tamanho considerável em alguns minutos.

Agora você já consegue ter uma idéia de quanta informação está trafegando debaixo de seu nariz neste exato momento? Pois é, a um século atrás, tínhamos algumas poucas rádios espalhadas pelo mundo e todo o espectro eletromagnético disponível. Hoje precisamos de agências reguladoras para colocar alguma ordem neste caos.

Da mesma forma que o domínio das ondas eletromagnéticas era um total absurdo a 200 anos atrás, imagino se não existe alguma outra forma de transmissão de informação, tão ou mais eficiente, que nos é totalmente desconhecida.

Bem, agora vou viajar na maionese e falar de uma tecnologia sem nenhum fundamento científico, coisa da minha cabeça. Vamos lá!

O homem, em sua supremacia tecnológica, domina hoje quase todas as forças da natureza (pelo menos as conhecidas). Mas existe uma força elementar que foge completamente ao domínio do homem: a força da Gravidade.

A força da gravidade é onipresente no planeta Terra. Mesmo no espaço, na chamada gravidade zero, o que existe é um equilíbrio entre as forças gravitacionais dos diversos corpos celestes. Mesmo aqui na Terra nós estamos sob a influência da gravidade de outros corpos celestes, como o Sol, Marte, Vênus e os outros planetas. Que o digam os pescadores, que têm seu trabalho cronometrado pelo movimento das marés, espetáculo magnífico promovido pela força gravitacional da Lua.

A força da gravidade é ao mesmo tempo insignificante e poderosa. Toda a massa do planeta Terra é capaz de produzir a força gravitacional que estamos acostumados e atrair uma moeda ao solo. Mas basta um pequeno pedaço de imã para vencer essa força e fazer uma moeda decolar do chão para o imã. Em termos de potência, a força da gravidade é insignificante perto de outras forças conhecidas por nós, como a energia elétrica, cinética (ou mecânica), química ou nuclear.

Mas a energia gravitacional tem algumas peculiaridades em relação às outras. A primeira é o seu alcance: O Sol atrai a terra, forçando-a a orbitá-lo, mas a Terra também atrai o Sol, forçando que ele faça um pequeno bamboleio atraído pela gravidade da terra. Apesar da Terra atrair o Sol com a mesma força que ela é atraída por ele, é óbvio que o efeito no Sol pela gravidade da Terra é muito menor que o contrário. O importante é entender que da mesma forma que a Terra interage gravitacionalmente com a Lua, ela também interage com o Sol, com os outros planetas, com as luas de cada um desses planetas, com cada meteoro vagando pelo Sistema Solar e mais, interage com aquele planetinha desconhecido lá do outro lado da Via Láctea! Interage também com os Sois e planetas de Andrômeda, nossa galáxia vizinha, e interage com o mais distante corpo da mais distante galáxia. O Universo é um equilíbrio de forças gravitacionais.

A outra peculiaridade da força da gravidade que eu gostaria de citar, é o fato dela ser instantânea. A luz do Sol demora cerca de 8 minutos para chegar a terra, ou seja, se o Sol explodisse agora, só veríamos a explosão daqui a 8 minutos. Andrômeda, a galáxia mais próxima da Via Láctea, está distante 2,5 milhões de anos luz. No entanto, o efeito da força de gravidade da Terra é instantâneo no universo. Se pudéssemos aumentar a força de gravidade do planeta, esse efeito seria instantaneamente sentido em todo o Universo.

Ao contrário das outras forças naturais, o homem ainda não descobriu uma forma de interagir com a força gravitacional. Não existe um campo antigravitacional e nem uma gravidade artificial como nos filmes de ficção científica. O que existem são artimanhas para criar um mergulho para simular a gravidade zero ou usar a força centrífuga para criar o efeito da gravidade no espaço, mas criar ou anular a força gravitacional ainda é um mistério para nós.

Agora chegamos ao ponto: Imagine que fosse possível modular a força gravitacional da mesma forma que modulamos a força eletromagnética. Poderíamos assim inserir informações nessa modulação e, ao demodular essa força em qualquer outro ponto do Universo, poderíamos extrair a informação original. Estaríamos criando um sistema de comunicação extremamente eficiente, sem delay de tempo que vemos nas transmissões via satélite, sem interferência de obstáculos (lembra-se que não existe um isolante gravitacional?).

Dessa forma, uma transmissão através de modulação gravitacional poderia ser captada no Japão sem necessidade de retransmissão e instantaneamente. Da mesma forma isso ocorreria em uma transmissão para Marte, para Andrômeda ou para qualquer lugar no Universo.

Quem sabe não vivamos para ver isso!

19 de mai. de 2009

Tele-Transporte e Viagem no Tempo

Duas das coisas que mais me fascinaram nos filmes de ficção científica foram as viagens no tempo e os tele-transportes (que o digam os fãs de Star Treck). Ambas as tecnologias não passam de sonhos para nós. Filmes que abordaram viagens no tempo sempre possuem furos e exigem uma boa dose de desprendimento científico para podermos curtir o filme.
Todas as teorias sobre viagens no tempo empacavam com uma pergunta simples, mas profunda o suficiente para detonar todas as teorias:
- Se fosse possível viajar no tempo, porque não recebemos visitas de viajantes do futuro?
Os defensores das viagens no tempo sempre arranjavam uma desculpa para explicar a ausência de turistas do futuro, a principal delas é que eles não interferiam para não alterar a linha do tempo. Aí os céticos logo rebatiam dizendo que nem todos os detentores dessa tecnologia do futuro teriam esses escrúpulos.
Recentemente li na revista Superinteressante uma matéria que explicava bastante bem a possibilidade real, com explicação científica para a viagem no tempo. E de quebra, a tecnologia ainda permite o tele-transporte, ou seja, você poderá um dia viajar no “Espaço-Tempo” quase que instantaneamente! Essa teoria convenceu até Steven Hawking!
Vou tentar explicá-la:
Uma das teorias atualmente aceitas no mundo da física é o “buraco de minhoca”. Segundo a teoria, seria possível criar túneis no universo que permitiriam viagens instantâneas através do espaço. Isso seria possível porque o buraco de minhoca funcionaria como um atalho através de uma dobra no espaço. Dessa forma, se um buraco de minhoca tivesse uma abertura aqui no planeta Terra e outra em um planeta de uma galáxia a milhões de anos luz daqui, bastaria entrar por uma abertura e você sairia pela outra como se estivesse passando por uma porta. Um exemplo desse tipo de tecnologia foi explorada no filme Stargate (http://www.adorocinema.com/filmes/stargate/stargate.asp).
Outra teoria, esta já comprovada cientificamente, é o fato de que se você viajar a grande velocidade, próxima a velocidade da luz, o tempo passará de forma diferente para o viajante e para alguém que fique na Terra. Ou seja, se um viajante saísse em viagem a grande velocidade e viajasse por alguns meses, aqui na terra teriam decorrido milhares de anos.
Juntando essas duas teorias, criamos uma máquina do tempo. Veja bem:
1. Criamos um buraco de minhoca criando dois portais. Imagine este buraco de minhoca como um par de espelhos que, ao entrar em um deles, você sairia no outro. Se você deixar um dos espelhos no Brasil e um amigo levar o outro para o Japão, teremos criado um tele-transporte entre os dois países. Você entraria em um espelho aqui no Brasil e sairia no outro, lá no Japão (e vice versa).
2. Agora imagine que esse seu amigo pegasse um desses espelhos e entrasse em uma espaçonave a alta velocidade. Após alguns meses de viagem, ao voltar para a Terra, teriam-se passado milhares de anos. Com isso, você teria um espelho no presente e ele outro no futuro (ou ele teria um espelho no presente e você outro no passado, dependendo do ponto de vista). Estaria criada aí uma máquina do tempo, ligando dois tempos diferentes. Você entraria no espelho aqui no presente e sairia a milhares de anos no futuro. Depois era só fazer o caminho inverso para voltar para o seu tempo.
Isso explicaria a falta de viajantes do futuro, pois somente após a criação do buraco de minhoca é que se poderia viajar no tempo e, estando no futuro, você poderia voltar para um momento posterior à criação da máquina do tempo. Vamos exemplificar:
Imagine que hoje, dia 19/05/2009, criemos uma dessas máquinas do tempo. Meu amigo viaja levando um dos espelhos e volta à Terra a 2 mil anos no futuro, exatamente no dia 19/05/4009. Estaria criado um túnel entre os anos de 2009 e 4009 permitindo que pessoas do nosso tempo fosse para o nosso futuro e que pessoas de 4009 viessem para o seu passado. No entanto, não teríamos como voltar para 2008, pois a máquina ainda não teria sido inventada.
Mais que isso, o tempo continuaria correndo. Um dia depois, em 20/05/4009, ao entrarmos no espelho, sairíamos em 20/05/2009, ou seja, não seria mais possível voltar para 19/05/2009. Mas uma série de túneis como esse poderiam ser criados possibilitando viagens para todos os tempos. Por exemplo, em 31/12/2009, poderiam um túnel para 18/05/4009, ou seja, antes de 20/05/4009, onde você poderia pegar nosso primeiro túnel para voltar para 20/05/2009.
O problema é que só podemos voltar para um tempo posterior à criação da primeira máquina do tempo. Por isso não temos viajantes do futuro.
Acharam que viajei muito nessa tecnologia de hoje? Pois esperem só o post da semana que vem.
Até lá!

11 de mai. de 2009

O uso do hidrogênio como matriz energética

O Hidrogênio é o mais abundante dos elementos químicos, constituindo aproximadamente 75% da massa elementar do Universo. Estrelas na sequência principal são compostas primariamente de hidrogênio em seu estado de plasma. O Hidrogênio elementar é relativamente raro na Terra, e é industrialmente produzido a partir de hidrocarbonetos presentes no gás natural, tais como metano, após o qual a maior parte do hidrogênio elementar é usada "em cativeiro" (o que significa localmente no lugar de produção). Os maiores mercados do mundo fazem uso do hidrogênio para o aprimoramento de combustíveis fósseis (no processo de hidrocraqueamento) e na produção de amoníaco (maior parte para o mercado de fertilizantes). O hidrogênio também pode ser obtido por meio da eletrólise da água, porém, este processo é atualmente dispendioso, o que privilegia sua produção a partir do gás natural.

Hidrogênio não é um recurso de energia, exceto no contexto hipotético das usinas comerciais de fusão nuclear usando deutério ou trítio, uma tecnologia atualmente longe de desenvolvimento. A energia do Sol origina-se da fusão nuclear de hidrogênio, mas este processo é difícil de alcançar controlavelmente na Terra. Hidrogênio elementar de fontes solares, biológicas ou elétricas requerem mais energia para criar do que é obtida ao queimá-lo, então, nestes casos, o hidrogênio funciona como um portador de energia, como uma bateria. Ele pode ser obtido de fontes fósseis (como metano), mas estas fontes são insustentáveis.

A densidade de energia por unidade volume de ambos hidrogênio líquido e gás de hidrogênio comprimido em qualquer pressão praticável é significantemente menor do que aquela de fontes tradicionais de combustível, apesar da densidade de energia por unidade massa de combustível é mais alta. Todavia, o hidrogênio elementar tem sido amplamente discutido no contexto da energia, como um possível portador de energia futuro em uma grande escala da economia. Por exemplo, CO2 sequestramento seguido de captura e armazenamento de carbono poderia ser conduzido ao ponto da produção de H2 a partir de combustíveis fósseis. O hidrogênio usado no transporte queimaria relativamente limpo, com algumas emissões de NOx, porém sem emissões de carbono. Entretanto, os custos de infraestrutura associados com a conversão total a uma economia de hidrogênio seria substancial.
(Retirado de http://pt.wikipedia.org/ em 11/05/2009)


Traduzindo: O hidrogênio tem potencial para se tornar uma matriz energética eficiente e limpa, mas ainda esbarra na falta de tecnologia para produzi-lo de forma viável.

Por exemplo, gasta-se muito mais energia extraindo hidrogênio da água (elemento abundante em nosso planeta) do que a energia obtida no uso desse hidrogênio posteriormente. Portanto este processo só é usado em casos muito específicos.

Dominando esta tecnologia, teremos uma matriz energética eficiente e limpa. Mas, apesar das diversas pesquisas sobre o assunto, ainda estamos muito longe deste domínio.


Na semana que vem falaremos de viagem no tempo de tele-transporte. Um tema mais próximo da ficção que o de hoje.

7 de mai. de 2009

Novas Tecnologias

Sempre fui um aficionado por novas tecnologias, tanto que um dos gêneros de filmes que mais gosto é o de Ficção Científica (pena que já faz alguns anos que não vejo um bom filme de fixão em cartaz).
Hoje gostaria de falar de 3 tecnologias que me seduzem. Todas inovadoras e com potencial para mudar o mundo como o conhecemos. O grande diferencial delas é a proximidade das mesmas com a nossa realidade atual. Enquanto a primeira pode ser conquistada a qualquer momento, a segunda não passa de uma teoria científica não comprovada, a última … bem, essa é a mais pura utopia! São elas:


1.O uso do hidrogênio como matriz energética;
2.Viagens no tempo e tele transporte;
3.O domínio da força da gravidade;

Falarei de cada uma dessas tecnologias nos próximos posts. O primeiro será no domingo, dia 10 de maio.
Até lá

13 de abr. de 2009

Onde está o Zat?

Às vezes me chamam de doido!
Hoje em dia, neste mundo cheio de ameaças, onde as pessoas nem se cumprimentam direito porque a pessoa que vem no sentido contrário pode ser um mau elemento, onde todas as portas têm chaves, todas as janelas têm grades e ninguém se sente seguro, a segurança virtual também virou paranóia. Pela tela do computador o indivíduo invade sua casa, descobre seus dados, fuça sua vida privada e, com um pouco de sorte, consegue alguns dados interessantes que vâo engordar a conta bancária dele (e esvaziar a sua!).
Me chamam de doido porque não entrei nessa paranóia. Como profissional da tecnologia, tomo meus cuidados, faço backup regulares, mantenho antivírus e antispyware atualizados e desconfio de e-mails, sites e mensagens suspeitos. Mas tomo cuidados proporcionais às ameaças.
Uma coisa que gosto de fazer e assusta a maioria das pessoas é não trancar informações sobre mim a sete chaves. Tenho neste blog um link para minha árvore genealógica, meu endereço e telefones são relativamente fáceis de encontrar e agora coloquei mais uma coisinha interessantíssima aqui no blog:
Logo aqui à esquerda eu coloquei a sessão "Onde está o Zat?". Nela existe um mapa que atualiza frequentemente onde estou. Ou seja, se quizerem saber onde estou, basta dar uma olhadinha ali.
"Mas o bandido vai saber onde você está!" Talvez. Acho que o maior medo das pessoas com relação a este tipo de tecnologia não é o medo do bandido, mas o medo de quem ele gosta. A maioria das pessoas fica incomodada com o fato da esposa, marido ou namorado(a) saber por onde você anda. Como não tenho este problema, todos vocês poderâo acompanhar meus trajetos quase que on-line.

28 de jan. de 2009

Geocaching

O Geocaching é um jogo interativo muito divertido e que lhe dá a oportunidade de conhecer lugares interessantes e, se quiser, viver uma aventura!

O jogo consiste numa caça ao tesouro onde os geocachers procuram caches escondidos por outros participantes enquanto exploram lugares interessantes. Um cache normalmente é um recipiente (um tupeware, um pote de sorvete, um saco plástico, etc) onde o participante coloa alguns objetos (canetas, chaveiros, moedas, etc) e o esconde em um determinado lugar. As coordenadas da localização do cache são publicadas na Internet com as características do cache, descrição do local e dicas de como encontrá-lo. Assim, outros participantes podem sair á caça ao tesouro!

Quem encontra um cache pode retirar um objeto para guardar como lembrança, desde que deixe outro objeto para o próximo participante que encontrar aquele cache.

Os caches são escondidos nos mais diversos lugares, desde praças públicas, parques florestais, ou qualquer lugar de acesso público. Alguns são fáceis de ser localizados (indicados para iniciantes ou para aquele programa leve com a família), existem aqueles de nível intermediário, que demandam algum esforço de procura, e outros que são mais difíceis, podendo exigir até algum equipamento especial para encontrá-lo, como um rapel ou mapas e bússolas para não se perder na mata.

O certo é que esta caça ao tesouro proporciona a oportunidade de conhecer novos lugares e, seja onde você estiver, provavelmente terá um cache próximo a você pronto para ser descoberto.

Se quiser conhecer mais sobre o Geocaching, acesse:

- Brasil Caching: http://www.brasilcaching.com.br/
- Gocaching: http://www.geocaching.com/

No dia 22 último, encontrei o meu primeiro cache aqui em Juiz de Fora. Em breve vou criar um cache também. Quem sabe você não anima a tentar encontrá-lo?

29 de nov. de 2008

A cada livro que lemos nos transformamos um pouco mais, e em algo melhor. Dizia Borges que o livro não passa de papel e tinta, o que lhe dá vida e relevo é o que acontece na mente do leitor.

A leitura é um processo tão complexo que talvez não possa ser totalmente explicado. Parece ser a relação mais íntima que pode existir entre duas pessoas, pois o autor revela-se em sua plenitude, e o leitor descobre a verdade ali contida. Nessa comunhão secreta e tantas vezes apaixonada, a mente do leitor aprende a funcionar de uma nova maneira, ampliando suas possibilidades de raciocínio e sua percepção. A verdade do autor, por sua vez, torna-se uma nova verdade, ampliando-se, recebendo e incorporando a cada leitura uma nova interpretação. Cada leitor transforma o livro, e a cada geração de leitores o livro se amolda, vindo ao encontro das necessidades interiores e das relativas ao tempo, à época. A mobilidade de um livro é tão extraordinária quanto a de um leitor.

A leitura de um livro se dá em vários níveis, e processos acontecem ao mesmo tempo, em intensidades que variam de leitor para leitor. Há a leitura da trama, talvez a mais superficial; a leitura dos sentimentos dos personagens e do autor, que possibilita ao leitor experimentar novas emoções ou emoções esquecidas e não realizadas na vida cotidiana; a leitura da linguagem que o livro apresenta, em que desenvolvemos nossa percepção lingüística, e a de significados; a leitura das palavras em si e da forma como se organizam nas frases, da cadência da escrita, que provoca em nós um sentimento de prazer estético e que refina nossos sentidos; a leitura ideológica, que nos faz pensar em nossas próprias crenças e nas alheias; a leitura filosófica, que nos leva a questões da existência humana; a leitura religiosa e a ontológica, que nos aproxima de Deus. A leitura, enfim, da literatura nos traz toda a história do espírito humano. Assim, aprendemos a ler, a falar, a pensar, a escrever, a olhar, a imaginar, a sonhar, a viver, enfim.

Ana Miranda. A leitura. In: Caros amigos.
São Paulo, n.º 93, dez./2004, p. 10 (com adaptações).