11 de jul. de 2014

Post no Facebook de 11/07/2014

Bom dia, meus Amigos
Ontem recebi a última dose de quimio deste primeiro ciclo. Graças a Deus estou passando bem e agora é só aguardar que a medula se recupere da quimio para que eu possa ter um breve descanso em casa antes do segundo ciclo.
No momento o que está incomodando muito são as áfitas, pela manhã a boca amanhece tão inchada que tenho um pouco de dificuldade até para falar, quem dirá para comer. Durante o dia melhora, mas a manhã seguinte tá ruim de novo (como agora). Vou ver a possibilidade de fazer uma aplicação laser para ver se melhora.
Continuo espantado com o tamanho da mobilização de vocês, nunca esperaria tanto. Hoje registro um agradecimento especial à Astremg Tre-mg e à Sicoob Coopjus que criaram campanhas maravilhosas de doação de sangue e cadastro no banco de medula.
As visitas continuarão suspensas por um tempo, pelo menos até que meu sistema imunológico se recupere até a um nível mínimo aceitável. Aviso vocês.
Agora peço que acrescentem mais um item às orações de vocês: O Fleming Lima, meu irmão, é parcialmente compatível para transplante de medula comigo. No entanto esse tipo de transplante é feito por uma única equipe médica em São Paulo. Peço a vocês que orem para que o trâmite burocrático para conseguirmos a transferência do tratamento para São Paulo corra da melhor maneira possível e que o Plano de Saúde entenda a necessidade desse tratamento para aprová-lo.
No mais, grande abraço a todos e tenham um bom dia.

10 de jul. de 2014

Post no Facebook de 10/07/2014

Bom dia, queridos Amigos
Informo a vocês que ontem tive o melhor dia desde minha internação. Voltei a me alimentar regularmente, intestino funcionando, sem enjoos ... o único efeito colateral ainda persistente é são áfitas na boca que ainda incomodam.
Apesar de estar bem, meu sistema imunológico está praticamente a zero, ou seja, estou extremamente suscetível a contrair doenças contagiosas. Com isso entro numa fase de isolamento por um tempo e as visitas que tanto amo estão SUSPENSAS temporariamente.
Hoje tomo mais uma dose da quimioterapia desse primeiro ciclo, ainda estou em dúvida se a quimio será somente hoje ou hoje e amanhã. Ou seja, meu sistema imunológico ficará ainda mais debilitado.
No mais, como não poderia deixar de ser, agradeço o imenso apoio de venho recebendo de vocês. Ontem tive a visita dos primos Getúlio Lima Santana MoreiraGustavo Santana e Ellen Santana e do amigo do TREAndré Alves de Alencar (obrigado pelos cartases e pelo apoio, galera do TRE). Minha Princesa, Gislaine Lima, também ontem me fez apenas uma visitinha rápida, ficou o dia todo batalhando pela burocracia do meu tratamento, correndo atrás de mil e uma coisas, tentando conciliar sua vida pessoal e profissional com essa montanha russa em que estamos. Valeu Princesa, te amo mais que tudo neste mundo e deixo registrado aqui a companheirona que você é.
Reforçando, agende sua doação pelo telefone 155. No momento da doação vocês deverão indicar os meus dados:
Nome: Mozart Fernandes Moreira Lima
Hospital: Madre Teresa
CADASTRO NO BANCO DE MEDULA:
O interessado em se candidatar deverá se dirigir a uma das unidades do Hemominas, onde vai receber orientações sobre o cadastramento e a doação da medula óssea.
O cadastramento poderá ser feito previamente através do preenchimento do Formulário de Identificação do candidato a doação de medula e da Assinatura do Termo de consentimento disponíveis no site do Hemominas e entregues no dia. Neste formulário vocês poderão me indicar como receptor preferencial Para integrar o cadastro de doadores, a pessoa tem que ter entre 18 e 54 anos de idade e apresentar boa saúde. No ato do cadastramento será colhida uma pequena amostra de sangue destinada à realização do exame HLA. Este exame vai traçar as características genéticas do candidato e verificar a compatibilidade com o receptor. Encontrando a compatibilidade o doador será convidado a comparecer ao Hemominas para confirmar seu interesse em doar para o Banco de Medula e receberá todas as orientações do procedimento.
Grande abraço a todos e me reporto aqui quando a agenda de visitas reabrir.

8 de jul. de 2014

Post no Facebook de 08/07/2014

Bom dia, Amigos

Conforme meu último post, minha falta de notícias se deveu a uma piora no meu quadro geral. Na quarta feira da semana passada eu comecei com enjoos e febre. Na quinta feira eu tive uma convulsão em função das febres e me transferiram para a UTI. Nesse período na UTI tive momentos melhores e piores, mas diante dos meus vizinhos não tive como me considerar um felizardo.
Ontem tive alta da UTI e fui calorosamente recebido pela equipe de enfermagem do andar, eles são mesmo meus Anjos da Guarda em terra e registro aqui meu imenso carinho e gratidão por todo profissionalismo e carinho que tenho recebido aqui.
Não posso deixar de registrar também o imenso apoio e mobilização de venho recebendo de todas as partes: No pessoal do TRE, que inclusive disponibilizou vans para levar os servidores para doação de sangue, à ASTREMG, ASCOM e CoopJus que estão fazendo campanhas para doações de Sangue e cadastro no Banco de Medula. Sem falar nos esforços em diversos lugares para arrebanhar doadores com menções honrosas para Marina Fraga que conseguiu um ônibus cheio para trazer doadores de João Monlevade e Fabiana Lima que conseguiu que um amigo voluntário da FIFA levasse inúmeros companheiros de voluntariado para doar sangue, Sem falar é claro de incontáveis amigos que estão replicando os meus posts divulgando a campanha de doação.
No mais, as coisas estão bem melhores agora. Estou em um período de recuperação, ainda no hospital, e na quinta feira vem a segunda metade deste primeiro ciclo de quimioterapia.

Reforçando, agende sua doação pelo telefone 155. No momento da doação vocês deverão indicar os meus dados:
Nome: Mozart Fernandes Moreira Lima
Hospital: Madre Teresa

CADASTRO NO BANCO DE MEDULA:
O interessado em se candidatar deverá se dirigir a uma das unidades do Hemominas, onde vai receber orientações sobre o cadastramento e a doação da medula óssea.
O cadastramento poderá ser feito previamente através do preenchimento do Formulário de Identificação do candidato a doação de medula e da Assinatura do Termo de consentimento disponíveis no site do Hemominas e entregues no dia. Neste formulário vocês poderão me indicar como receptor preferencial Para integrar o cadastro de doadores, a pessoa tem que ter entre 18 e 54 anos de idade e apresentar boa saúde. No ato do cadastramento será colhida uma pequena amostra de sangue destinada à realização do exame HLA. Este exame vai traçar as características genéticas do candidato e verificar a compatibilidade com o receptor. Encontrando a compatibilidade o doador será convidado a comparecer ao Hemominas para confirmar seu interesse em doar para o Banco de Medula e receberá todas as orientações do procedimento.

Grande abraço a todos e obrigado por todo apoio e orações que tenho recebido.
Bom jogo a todos!

Post no Facebook de 06/07/2014

Pessoal, desculpem a falta de notícias. Estou no CTI desde quinta feira. Estou melhor agora e com previsão de alta para o quarto amanhã (se bem que a previsão anterior era para hoje).
No mais continuem com fé, quando estiver mais disposto eu posso mais detalhes.
Abraço a todos.

Post no Facebook de 01/07/2014

Boa noite, amigos
Estou encantado com o imenso apoio que venho recebendo de vocês, são telefonemas, whatsapp, Facebook, etc. Peço perdão se não respondo a todos como deveria, mas cada mensagem e demonstração de carinho me enchem de energia.
Hoje tive a visita do meu grande amigo Carlos Oliveira e minhas primasKeila AparecidaKenia Efigenia e Kelly Moreira que não via a tantos anos. Foi realmente muito bom revê-las. Fiquei sabendo também que meu amigo Joao Penido e a Mara estiveram aqui no hospital ontem, mas não conseguiram entrar (uma pena). O Fleming Lima continuou de castigo aqui hoje, registrando tudo que fazem comigo (medicamentos, exames, etc), ele está se saindo um excelente enfermeiro!
Hoje tive meu segundo dia de quimio, pela manhã eu senti mais os efeitos colaterais do tratamento, achei que seria um dia difícil. Mas na parte da tarde eu passei a me sentir bem melhor e agora a noite eu estou ótimo. Deus está me ajudando a manter os efeitos colaterais afastados.
No mais, registro meu imenso agradecimento por todo apoio que tenho recebido, vocês me dão força para continuar confiante.
Boa noite a todos.

Post no Facebook de 01/07/2014

Boa noite, amigos
Estou encantado com o imenso apoio que venho recebendo de vocês, são telefonemas, whatsapp, Facebook, etc. Peço perdão se não respondo a todos como deveria, mas cada mensagem e demonstração de carinho me enchem de energia.
Hoje tive a visita do meu grande amigo Carlos Oliveira e minhas primas Keila AparecidaKenia Efigenia e Kelly Moreira que não via a tantos anos. Foi realmente muito bom revê-las. Fiquei sabendo também que meu amigo Joao Penido e a Mara estiveram aqui no hospital ontem, mas não conseguiram entrar (uma pena). O Fleming Lima continuou de castigo aqui hoje, registrando tudo que fazem comigo (medicamentos, exames, etc), ele está se saindo um excelente enfermeiro!
Hoje tive meu segundo dia de quimio, pela manhã eu senti mais os efeitos colaterais do tratamento, achei que seria um dia difícil. Mas na parte da tarde eu passei a me sentir bem melhor e agora a noite eu estou ótimo. Deus está me ajudando a manter os efeitos colaterais afastados.
No mais, registro meu imenso agradecimento por todo apoio que tenho recebido, vocês me dão força para continuar confiante.
Boa noite a todos.

Post no Facebook de 01/07/2014

Boa noite, amigos
Estou encantado com o imenso apoio que venho recebendo de vocês, são telefonemas, whatsapp, Facebook, etc. Peço perdão se não respondo a todos como deveria, mas cada mensagem e demonstração de carinho me enchem de energia.
Hoje tive a visita do meu grande amigo Carlos Oliveira e minhas primas Keila AparecidaKenia Efigenia e Kelly Moreira que não via a tantos anos. Foi realmente muito bom revê-las. Fiquei sabendo também que meu amigo Joao Penido e a Mara estiveram aqui no hospital ontem, mas não conseguiram entrar (uma pena). O Fleming Lima continuou de castigo aqui hoje, registrando tudo que fazem comigo (medicamentos, exames, etc), ele está se saindo um excelente enfermeiro!
Hoje tive meu segundo dia de quimio, pela manhã eu senti mais os efeitos colaterais do tratamento, achei que seria um dia difícil. Mas na parte da tarde eu passei a me sentir bem melhor e agora a noite eu estou ótimo. Deus está me ajudando a manter os efeitos colaterais afastados.
No mais, registro meu imenso agradecimento por todo apoio que tenho recebido, vocês me dão força para continuar confiante.
Boa noite a todos.

Post do Facebbo de 30/06/2014

Boa noite, turma
Hoje comecei minha quimioterapia, tive uma seção pela manhã e outra agora à noite. Graças as Deus os efeitos colaterais hoje foram mínimos, apenas aquela boca ruim e o estômago meio de mal com a comida, mas nem mesmo cheguei a ter enjoos. Ou seja, nota 10 para o primeiro dia.
Hoje tive a agradável visita da turma do Prodes: Angelica MoraisCarla PenaIra NatachaMárcio Vitor e Ana Paula Bergo me trazendo muita luz.
O apoio foi do meu irmão guerreiro, o Fleming Lima que está aqui me aturando.
Reforçando, agende sua doação pelo telefone 155. No momento da doação vocês deverão indicar os meus dados:
Nome: Mozart Fernandes Moreira Lima
Hospital: Madre Teresa
Para os interessados no cadastro do Banco de Medula, segue uma retificação. O cadastro tem valide para todo o Brasil, mas indicando meu nome no formulário de cadastro, eu terei a preferência em caso de compatibilidade.
Grande abraço a todos e até amanhã.

Post do Facebook de 29/06/2014

Se a D. Nilza, minha mãe, estivesse viva, estaria completando hoje 68 anos. Aqueles que a conheceram sabem bem a pessoa especial que ela era. Fica aqui a minha homenagem pela incrível mulher que ela foi e pela maravilhosa contribuição para que me tornasse o que sou.

Hoje tive muitas visitas, estiveram aqui minha tia Rita Justina Lima Pessoa e Eliane Lima, meus cunhados Cleomárcio e Flávio com sua esposa Diva Dias, minha sogrinha, a D. Moça e sua irmã a Margarida, Adriana Marques, Daniela e Guilherme Soares Veloso, e os amigos do Prodes Daniel e Alexandre. Não puderam subir os pequeninos Maria Clara e Pedro Henrique. O apoio hoje ficou por conta da minha princesa, a Gislaine Lima.

Reforçando, agende sua doação pelo telefone 155. No momento da doação vocês deverão indicar os meus dados:
Nome: Mozart Fernandes Moreira Lima
Hospital: Madre Teresa

Para os interessados no cadastro do Banco de Medula, segue uma retificação. O cadastro tem valide para todo o Brasil, mas indicando meu nome no formulário de cadastro, eu terei a preferência em caso de compatibilidade.

Novamente agradeço o imenso apoio que venho recebendo pelos diversos meios de comunicação e pelas orações.
Boa semana a todos.

Post no Facebook de 28/06/2014

Boa  noite, turma.

Hoje o dia foi mais agitado, primeiro por causa daquele jogo sofrido do Brasil, depois porque hoje já precisei de tomar transfusões de sangue e plaquetas. Para se ter uma ideia, hoje tomei uma bolsa de hemácia e duas bolsas de plaquetas . Essas duas bolsas de plaquetas são provenientes de 10 doadores. Por aí vocês podem ver a necessidade da doação de sangue.

Tanto a doação de sangue quanto o cadastro no Banco de Medula são feitos pelo Hemominas. No site tem os endereços de diversas unidades onde podem ser feitas as doações em várias cidades de Minas Gerais.

DOAÇÃO DE SANGUE:
Agende sua doação pelo telefone 155. No momento da doação vocês deverão indicar os meus dados:
Nome: Mozart Fernandes Moreira Lima
Hospital: Madre Teresa

CADASTRO NO BANCO DE MEDULA:
O cadastramento de candidatos a doadores de medula óssea é feito para todos os necessitados de uma transfusão de medula, e não diretamente a mim. O interessado em se candidatar deverá se dirigir a uma das unidades de atendimento, onde vai receber orientações sobre o cadastramento e a doação da medula óssea.
O cadastramento poderá ser feito previamente através do preenchimento do Formulário de Identificação do candidato a doação de medula e da Assinatura do Termo de consentimento disponíveis no site do Hemominas e entregues no dia. Para integrar o cadastro de doadores, a pessoa tem que ter entre 18 e 54 anos de idade e apresentar boa saúde. No ato do cadastramento será colhida uma pequena amostra de sangue destinada à realização do exame HLA. Este exame vai traçar as características genéticas do candidato e verificar a compatibilidade com o receptor. Encontrando a compatibilidade o doador será convidado a comparecer ao Hemominas para confirmar seu interesse em doar para o Banco de Medula e receberá todas as orientações do procedimento.

No mais estou passando muito bem e me preparando para o início da quimioterapia na segunda feira.
Hoje tive as visitas dos amigos Marise e Eduardo, Liz Patrícia Aguiar e Ronan Guarani Kaiowá, da minha querida irmã Sheila Lima e o apoio incondicional do Fleming Lima e Gislaine Lima. Sem falar, é claro, dos diversos telefonemas, whatsapp, Face, etc.
Grande abraço a todos e tenham uma boa noite de sábado e um domingo esplêndido.

Post do Facebook de 27/06/2014

Prezados amigos

Conforme lhes falei ontem, precisarei de muitas doações de sangue para passar por este tratamento. Também como disse ontem, o meu caso é altamente indicado para uma transfusão de medula. Começarei a quimioterapia na segunda feira e assim que conseguir um doador compatível eu farei a transfusão de medula, suspendendo o tratamento normal. Portanto, quanto mais rápido conseguir um doador compatível, melhor, pois evita que eu tenha que passar pelo processo da quimioterapia.
A transfusão de medula também exige uma quimioterapia pesada, mas imagine que eu consiga um doador somente depois de terminar a quimioterapia convencional, terei passado por todo o processo do tratamento para depois passar pelo processo da transfusão. Se eu conseguir um doador rápido, passo por apenas um processo (ou um e meio, já estaria bom demais).

Tanto a doação de sangue quanto o cadastro no Banco de Medula são feitos pelo Hemominas (http://www.hemominas.mg.gov.br/). No site tem os endereços de diversas unidades onde podem ser feitas as doações em várias cidades de Minas Gerais.

DOAÇÃO DE SANGUE:
Agende sua doação pelo telefone 155. No momento da doação vocês deverão indicar os meus dados:
Nome: Mozart Fernandes Moreira Lima
Hospital: Madre Teresa

CADASTRO NO BANCO DE MEDULA:
O cadastramento de candidatos a doadores de medula óssea é feito para todos os necessitados de umatransfusão de medula, e não diretamente a mim. O interessado em se candidatar deverá se dirigir a uma das unidades de atendimento, onde vai receber orientações sobre o cadastramento e a doação da medula óssea.
O cadastramento poderá ser feito previamente através do preenchimento do Formulário de Identificação do candidato a doação de medula e da Assinatura do Termo de consentimento disponíveis no site do Hemominas e entregues no dia. Para integrar o cadastro de doadores, a pessoa tem que ter entre 18 e 54 anos de idade e apresentar boa saúde. No ato do cadastramento será colhida uma pequena amostra de sangue destinada à realização do exame HLA. Este exame vai traçar as características genéticas do candidato e verificar a compatibilidade com o receptor. Encontrando a compatibilidade o doador será convidado a comparecer ao Hemominas para confirmar seu interesse em doar para o Banco de Medula e receberá todas as orientações do procedimento.

O dia de hoje foi tranquilo, recebi a visita dos amigos Denise Magalhães e Aécio e o apoio da Fabiana Lima e da minha amada Gislaine Lima, companheira de sempre.
Novamente agradeço o imenso apoio que venho recebendo, indicações de tratamentos e cuidados que tenho que ter, apoio moral e todos colocando-se disponíveis para ajudar no que for possível. Quem tem amigos assim tem tudo!
A melhor forma de me ajudarem agora é correrem para o Hemominas e fazerem as suas doações de sangue e cadastro no Banco de Medula o quanto antes.
Grande abraço a todos e tenham um excelente final de semana.

Post do Facebook de 26/06/2014

Boa noite meus amigos

Hoje saiu o resultado do meu exame (ainda extra oficial). A leucemia que tenho dessa vez é diferente da que tive da outra. Dessa vez estou com uma leucemia linfóide aguda do tipo T. O tratamento para esse tipo de leucemia é mais chato que o que fiz da outra vez: Enquanto da outra vez foram 4 ciclos de quimioterapia (cada um com um mês de internação), nesse serão 8 ciclos (também de um mês de internação). Enquanto no outro tratamento eu tinha umas "férias" de um mês entre um ciclo e outro, dessa fez será apenas um "feriadão" de uma semana. A cada ciclo será necessária uma punção na coluna para que a leucemia não ataque o sistema nervoso central (etapa desnecessária no outro tratamento). Ao final dos oito ciclos terei ainda um ano e meio de manutenção, que basicamente é uma quimioterapia trimestral mais fraca que faço em uma clínica e volto para casa, sem necessidade de internação.
Resumindo, a batalha dessa vez será mais árdua e mais longa. Mas não tem problema, estou mais preparado e confiante.
Outra coisa, como da outra vez, precisarei de muitas doações de sangue. Também sou forte candidato a um transplante de medula, precisando apenas de um doador compatível. Em breve passarei instruções para aqueles que puderem doar sangue e/ou medula.
Mais uma vez obrigado a todos pelo carinho nos e-mails, telefonemas, whatsapp e imensa participação e apoio pelo Face. Um obrigado especial aos meus visitantes de hoje, Anna Carolina Beltrão e meu afilhado Henrique com sua babá, a Neca, o Getúlio Lima Santana Moreira, meu primo e nossa grande amiga Angélica Silva. Sem falar, é claro nos acompanhantes do dia, o Fleming Lima e a Gislaine Lima.
Boa noite a todos, durmam com os anjos e alinhem sua fé à minha!

Post do Facebook de 25/06/2014

Prezados amigos
Primeiramente gostaria de agradecer a todas as manifestações de carinho e apoio que recebi desde ontem e também pela corrente de orações que se formou. Toda essa energia positiva só me fortalece para essa batalha.
Peço desculpas por não responder a cada um individualmente, mas tomei essa postura por estar fazendo vários exames e fica difícil ter tempo para responder a cada um como realmente merecem.
Hoje fiz uma punção na medula para avaliar exatamente o tipo de leucemia que me acometeu dessa vez, existe 50% de chance de ser uma reincidência da mesma doença de 2007, mas também existe a possibilidade de ser de outro tipo. O resultado deve sair até sexta feira e provavelmente começarei a quimioterapia na segunda. Enquanto não soubermos o tipo exato da doença não dá para definir um tratamento.
 Obrigado a todos e fiquem com Deus.

Post do Facebook de 24/06/2014

Em 2007 venci uma importante batalha contra a Leucemia. Quase sete anos depois, imaginava que essa guerra tinha acabado, mas eis que o inimigo se levanta e me convoca a uma nova batalha.
Dessa vez vou mais forte e com mais fé.
Peço a oração de todos os amigos para que eu tenha força para vencer mais essa batalha.

3 de nov. de 2011

O CÉTICO E O LÚCIDO ...


No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebês. O primeiro pergunta ao outro:
- Você acredita na vida após o nascimento?
- Certamente. Algo tem de haver após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.
- Bobagem, não há vida após o nascimento. Como verdadeiramente seria essa vida?
- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca.
- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Eu digo somente uma coisa: A vida após o nascimento está excluída – o cordão umbilical é muito curto.
- Na verdade, certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.
- Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas encerra a vida. E afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.
- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.
- Mamãe? Você acredita na mamãe? E onde ela supostamente está?
- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria.
- Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não existe nenhuma.
- Bem, mas às vezes quando estamos em silêncio, você pode ouvi-la cantando, ou sente, como ela afaga nosso mundo. Saiba, eu penso que só então a vida real nos espera e agora apenas estamos nos preparando para ela…

Não sei quem é o autor,
mas nota 10 para ele.

17 de ago. de 2010

Caixinha de chicletes

Pequenos objetos têm o poder de nos despertar fortes lembranças e nos remeter ao passado. Um desses objetos em minha vida é uma caixinha de chicletes, daquelas amarelinhas.
Foi no final de 1998 ... eu estava de férias e chegava a São Domingos do Prata vindo de Itabira onde visitara meu irmão. Estava cansado depois de uma viagem baldeando ônibus, com a fome avisando que já havia passado a hora do almoço e com saudades de minha esposa, que nessa época ainda morava no Prata.
Desci do ônibus na praça central e atravessava o pequeno centro comercial, naquela agitação calma de cidade pequena, quando escuto dois toques de buzina. Em cidades como o Prata a buzina tem uma função diferente das capitais. Raramente se buzina para pedir passagem, alertar do perigo ou mesmo para ofender o pedestre ou outro motorista. Em pequenas cidades a buzina tem a função de cumprimento, normalmente quer dizer um “olá, como vai!”.
A buzina era destinada a mim e, ao volante de sua Brasília verde desbotada, estava minha mãe. Ela estava com aquele rosto sorridente, olhos apertados, debruçada sobre o bando do carona. Lembro-me de seu rosto neste momento como se estivesse olhando uma fotografia: sem maquiagem, cabelos amarrados para trás, uma blusa clara. Fui até ela e, com o carro parado no meio da rua, dei-lhe um beijo pela janela.
- Ei nêgo!
Nêgo ou nêga era uma das formas mais carinhosas que ela tinha de se dirigir a uma pessoa.
Ela estava indo fazer compras e me chamou para acompanhá-la. Este nunca foi um dos meus programas favoritos, estava cansado e com fome, mas fui assim mesmo.
Gastamos pouco mais de uma hora para fazer as compras e depois ela me deixou na casa da minha sogra. No momento em que descia do carro e puxava minha mochila para fora, ela me pediu para que pegasse um chicletes para ela.
Nesta época o meu cunhado tinha um bar por baixo da casa da minha sogra. Corri até o balcão, enchi a mão com aqueles chicletes da caixinha amarela mal cumprimentando meu cunhado e voltei correndo ao carro enquanto ela terminava de manobrar para voltar por onde tínhamos vindo.
Lembro-me claramente da mão dela saindo pela janela, palma voltada para cima, eu posicionando minha mão sobre a dela e abrindo devagar, enquanto as caixinhas caíam na mão dela. Não me lembro do rosto dela neste momento, nem mesmo me lembro se lhe dei um beijo antes que ela arrancasse o carro. Mas me lembro que meus dedos roçaram a mão dela e senti a mão dela quente.
Cada vez que vejo uma caixinha amarela de chicletes eu me lembro deste segundo porque esta foi a última vez que toquei minha mãe. Eu nem me lembro se a beijei na despedida, mas aquele toque me é inesquecível. Na manhã seguinte chegam me avisando que ela estava passando mal e havia ido para o hospital. Na verdade ela não chegou viva ao hospital.
Cada vez que vejo uma caixinha amarela de chicletes eu me lembro que talvez aquele momento seja a minha última chance de fazer algo muito importante, como dizer a alguém que eu o amo!

31 de jul. de 2010

Porto Alegre


A uma semana eu cheguei a Porto Alegre para fazer um curso de especialização no Zabbix, um software de monitoramento de redes. Obviamente eu aproveitei para fazer turismo e conhecer a cidade. Vim no sábado passado e devo voltar a BH amanhã, domingo. Aproveitei o quanto pude o curso (que foi ministrado em inglês, que eu não domino) e o turismo. Infelizmente não dei sorte como tempo, pois nos dois dias que tive livre para conhecer a cidade (domingo passado e hoje, sábado) choveu e os dias em que estava fazendo o curso, segunda a sexta, foi de muito sol e dias maravilhosos (apesar de muito frios).

Gostei muito da cidade, por um lado ela me lembrou muito Belo Horizonte. Trata-se de uma capital que tem tudo que uma grande cidade pode oferecer a seus cidadãos (de bom e de ruim), mas também tem tudo que uma cidade não tão grande pode oferecer. Grande parte do meu tour pela cidade foi feita a pé, sem dúvida a melhor maneira de conhecer uma cidade. Gosto de caminhar e caminhando temos mais tempo de apreciar as belezas e peculiaridades dos lugares onde passamos.

A arquitetura de Porto Alegre guarda suas pérolas, como podem ver nas fotos no meu álbum (link à esquerda). Encontrei belíssimas edificações! Dentre as que mais me impressionaram estão a Catedral Metropolitana, o Centro Cultural Mário Quintana (antigo Majestic Hotel), o Santander Cultural e a Fundação Iberê Camargo. Enquanto os primeiros são edificações clássicas do final do século XIX e início do século XX, a última é uma edificação contemporânea que impressiona pelas suas formas e interação com as pessoas. É um daqueles lugares que chama tanta atenção quanto as próprias obras de arte expostas. Fiquei completamente envolvido com sua arquitetura ousada.

Resumindo, Porto Alegre superou minhas expectativas, achei uma cidade gostosa, com um povo hospitaleiro (apesar de tão ressabiados quanto nós mineiros) e me senti muito a vontade caminhando pela cidade. Vale a pena conhecer.

1 de mar. de 2010

A imagem de Deus

Nessas duas últimas semanas eu li um livro muito interessante: No livro um homem cheio de remorsos, amargura e carregando no coração uma grande perda, recebe um convite de Deus para passarem um final de semana juntos em uma Cabana. O livro é “A Cabana” de Willian P. Young, um livro profundo, que aborda vários temas interessantíssimos e que demandariam vários artigos como esse. Mas gostaria de me concentrar hoje em um tema que achei particularmente interessante. Como Deus se apresentaria a nós se pudéssemos passar um final de semana com ele?

Não vou adiantar como Deus se apresentou no livro (se quiserem leiam, irão adorar), mas tente imaginar como ele poderia se apresentar a nós em um encontro.

Minha primeira imagem de Deus, ainda na infância, era de um homem idoso, saudável, altivo, sábio, branco, alto de barbas fartas... Era o Papai do Céu sentado em seu trono de nuvens e olhando por todos nós.

Em minha adolescência esse velho Senhor passou a ter momentos de ira, castigando e punindo os que não seguiam a sua lei, espalhando as pestes descritas na bíblia e mandando os maus para o inferno.

Já adulto, passei a vê-Lo como uma luz onipresente, um ponto de energia e sabedoria infinitas.

A verdade é que todas essas imagens que tive (e tenho) de Deus são estereótipos implantados por nossa cultura. A verdade é que não tenho a menor idéia de como seria Deus se eu pudesse olhá-Lo. O melhor de tudo é que descobri que não importa como ele seria visto ... o que realmente importa é como o sentimos e o expressamos.

Deus pode ser visto e sentido em todas as coisas, basta olharmos da maneira certa. Podemos vê-lo em belas coisas como o vôo dos pássaros, o céu azul, a imensidão do oceano, o pôr do sol, na música, no sorriso ... em cada pequena coisa do dia a dia.

É difícil enxergá-Lo em momentos de desespero, de agonia. Parece-nos que justamente nas horas em que mais precisamos Dele, Ele desaparece. Mas também podemos vê-Lo em momentos de dificuldade, quando tudo parece perdido e abre-se aquela fresta de luz ... uma saída.

A verdade é que Deus se apresenta de inúmeras formas, a cada segundo de nossa vida, mas insistimos em não olhá-Lo de frente, em não aceitarmos a sua presença.

Meus amigos, a verdade é que quando olho para trás, vejo que estive várias vezes frente a frente com Ele, vejo que Ele se manifestou das diversas e mais variadas formas. Ele se manifestou na mão de minha mãe que acariciava meu rosto, nas palavras sensatas de meu pai mostrando-me o valor do caráter e da ética, no diagnóstico perspicaz de um médico, na atenção do motorista que evitou que eu fosse atropelado, no sorriso e no olhar sincero de minha esposa, no abraço gostoso de meus irmãos.

Deus é presença constante em nossas vidas, não cabe em nossos conceitos e muito menos em nossos estereótipos. A capacidade de ver Deus consiste unicamente na capacidade de amar e expressar esse amor. Quando amamos de verdade, estamos olhando nos olhos de Deus!

2 de jan. de 2010

Séculos (sem) higiene


Muitas vezes ouvi dizer que o mundo moderno é muito pior que antes: mais violência, mais correria, mais stress, mais guerras.... Pois eu discordo veementemente!
Vejamos: primeiramente as guerras existiam desde a pré-história, ela não é exclusividade do mundo moderno, vem dizimando vidas, mudando a geografia política, minando recursos e produzindo novos ricos e novas nações desde que o mundo é mundo.
Quanto à violência, correria e stress, sou obrigado a concordar, vivemos num mundo atribulado, exigente e sem piedade, aqueles que não conseguem se adaptar ou se excluir dessa correria certamente irá sofrer graves consequências.
Porém, existem inúmeros outros aspectos que o mundo melhorou … e muito! Gostaria de focar um desses aspectos: A higiene e saneamento básico.
A pouco tempo li algo que fiquei horrorizado. Na época de ouro dos reinos europeus, entre os séculos XVI e XVIII, o saneamento básico era algo distante mesmo da nobreza. No famoso palácio de Versalhes, um decreto de 1715 estipulava que as fezes e outros dejetos seriam recolhidos dos corredores uma vez por semana. Tentem imaginar aqueles corredores cheios de fezes, urina, restos de comida e tudo mais que se possa imaginar. Não é a toa que a média de vida nessa época era inferior a 30 anos.
Este reveillon eu passei em Paraty. Para quem não sabe, Paraty é uma cidade no litoral sul do Rio de Janeiro. É uma cidade histórica, fundada em 1630, e com uma beleza natural esplêndida. Acontece que este final de ano choveu muito, mas muito mesmo, e o centro histórico da cidade alagou todo. Em conversa com os pessoal local, descobri que isso é normal na cidade. A cidade foi projetada em um nível muito baixo de forma que a maré alta entrasse pelas ruas da cidade e lavasse as fezes, lixo e todo tipo de dejetos que era jogado na rua. Ou seja, este era o supra-sumo no quesito limpeza urbana da época.
Nem precisamos ir tão longe, em minha infância, quando passava férias na casa de minha avó, não tínhamos água encanada e nem eletricidade. A água vinha de uma bica em um córrego ao lado da casa. Para satisfazermos nossas necessidades fisiológicas, recorriamos a uma “casinha” que ficava sobre um pequeno córrego. Dentro da casinha tinha um pequeno trono de madeira com o buraco no assento (como nossos vazos sanitários de hoje). Quando olhávamos pelo buraco do assento víamos o córrego passando embaixo, então bastava nos sentarmos, relaxar e deixar a natureza fazer seu trabalho. O que fizéssemos caía no córrego e era levado água abaixo.
Depois de visitar Paraty, ler este texto sobre o palácio de Versalhes e me lembrar dessa particularidade de minha infância, entro no banheiro da minha casa, dou descarga e fico imaginando para onde vai aquela merda toda.
Apesar de toda melhora, menos de 1% dos esgotos são tratados. Ou seja, quando puxo a descarga, a coisa não fica muito diferente daquela casinha da minha avó, mas com certeza é bem melhor que aquele palácio.
Vejam mais sobre a história da higiene no endereço http://veja.abril.com.br/121207/p_192.shtml

14 de dez. de 2009

Atalhos para a alma

O senso estético faz parte da formação humana desde a pré-história. O equilíbrio de cores das pinturas rupestres, o ritmo dos tambores, o som melodioso das primeiras flautas esculpidas em ossos ou as pinturas corporais e danças que identificavam as tribos, festas e manifestações religiosas foram as primeiras expressões do que hoje chamamos arte. Por mais requintada que seja, por mais técnica que exista na sua confecção ou apreciação, a arte só se justifica pelos mesmos motivos que se justificavam na arte pré-histórica: A arte é um atalho para a alma!

Há mais de um ano, nós do grupo Jurassic Prodes estávamos nos preparando na organização da Primeira Parada Prodes da Fazenda Recanto de Caná, que ocorreu nos dias 28 e 29 de novembro último. Durante este tempo, ponderamos como adaptar um encontro originalmente feito para adolescentes de forma a atingir um público muito mais diverso em idades, culturas e vivências. Ao contrário dos adolescentes que se vêm com a vida toda pela frente, cheios de planos e sonhos, nosso público dessa vez consistia de pessoas que chegaram ao fundo do poço e buscavam desesperadamente por uma saída. Como tocar essas pessoas? Como despertar nelas a vontade de viver? Como incentivá-las a encontrar forças para lutar?

Durante todo o mês de novembro eu e a Carlinha nos preparamos para o encontro montando a palestra Pessoa Humana Auto-Educada. Neste período, dentre tantas preocupações na preparação de uma palestra como essa, procurávamos encontrar uma forma de despertar o interesse e quebrar aquela resistência inicial tão comum em encontros como esse.

Logo no início do encontro, por iniciativa dos próprios internos, com um deles ao teclado e todos com a voz, entoaram a música “Entra na minha casa”. Neste momento percebi que minha preocupação em quebrar sua resistência inicial e abrirem o coração para receber a palavra que levávamos era infundada. Muito pelo contrário, foram eles, com aquela música, cantada tantas vezes durante o encontro, que nos fez render aos ensinamentos que eles passaram a nós.

A música era cantada por eles com tanto amor, tanta ênfase, tanta vontade, que era impossível não se sensibilizar e sentir toda aquela energia no ar. Cantavam a uma só voz, uma só alma, a música que era um hino para eles, uma tábua de salvação. A energia trocada ali era quase palpável, sentia-se no ar a angústia e a tristeza, mas também a esperança e a força para lutar.

Que outra forma de tocar a alma tão profundamente senão pela a arte? A arte no mais puro conceito, feita com o coração mas principalmente interpretada com a alma. Que outra forma existe de trocar energia de forma tão sublime, tão intensa? Só imagino mais uma: a oração! Mas o que aqueles internos faziam era orar cantando. Eles expressavam no canto suas orações mais íntimas, seus desejos, sua esperança e seus pedidos. E quantas vezes não usamos orações cantadas em nossos encontros?

A arte é um atalho para a alma, seja ela uma música, uma pintura, um poema... Naquele encontro eu fui tocado como em nenhum outro encontro. Aprendi numa dimensão muito maior do que ensinei. Vivi com os outros dirigentes, com o Padre Osvaldo, mas principalmente com os internos, momentos de sublime interação com Deus.

Ontem, dia de domingo, churrasco na casa do vizinho, por sobre o muro escutei pagodeiros bêbados e desafinados cantando. O dia inteiro exerci minha política de boa vizinhança aguentando aqueles desafinos e gritaria, mas eis que de repente começam a cantar “Entra na minha casa” e instantaneamente volto dois domingos e me vejo na Fazenda de Caná e já não escuto mais os bêbados desafinados, escuto os internos cantando com alma, com força e esperança em dias melhores. Novamente estava comungando com eles, voltam-me à memória rostos, palavras, abraços e vem a certeza de que aquele encontro será eterno em meu coração, um divisor de águas. De agora para sempre, aquela música é um atalho para minha alma, meu coração e meu espírito.

Sei que aquele encontro não foi especial somente para mim. Como todos os dirigentes daquele encontro que conversei se manifestaram de maneira parecida. Foi como reviver a minha primeira Parada Prodes, mas agora de maneira muito mais intensa, com muito mais condições de absorver e aprofundar-me em tudo que aconteceu naquele encontro. Ainda assim, aquela música, nos primeiros minutos do encontro, atingiu diretamente minha alma com uma velocidade e força imensas. Isso porque aquela música não foi simplesmente um atalho para minha alma, mas também um atalho para a alma daqueles que a cantavam com tanta emoção. Nossas almas estavam juntas … juntas na palavra do Senhor.